sábado, 4 de agosto de 2012

ARMÁRIO DA VIDA...


Abre o armário da tua vida e usa os ingredientes que possuis para tornares tua vida mais feliz.
A felicidade está onde a colocares.
Não coloques jamais a tua felicidade fora de teu alcance.
A vida nos dá infinitas oportunidades. Saibamos aproveitá-las dentro do que nos for possível.
Temos a mania de almejarmos coisas que nem sempre nos são necessárias e que 
muitas vezes, quando alcançadas não nos tornam mais felizes. É próprio 
do Ser Humano se iludir, especialmente com os bens materiais, dando 
muito mais valor e atenção a eles do que aos bens que se encontram 
dentro dele, e que podem realmente torná-lo feliz. Lutamos pelos bens 
materiais, e esquecemos dos Celestiais.
Procuremos então, cultivar os tesouros que se encontram dentro de cada um de nós.
Não há bem material que substitua um olhar, um abraço amigo, uma palavra de
conforto e de esperança, o carinho e o amor que muitos têm por nós. 
Paciência com aqueles que estão ao nosso lado na jornada da vida é muito
gratificante.
O único bem que nos acompanhará pela Eternidade será o amor que cultivarmos em cada ser que passar por nossas vidas.
Lembremo-nos do nosso Mestre Jesus, que não possuía nada de material, porém, nos 
deixou um grande legado de amor e devoção, bem como os seus ensinamentos
que permanecem vivos há mais de dois mil anos e que perdurarão por toda
a eternidade.
Dentro do armário de cada um de nós há um imenso tesouro, que a traça e a ferrugem não destroem: o único ingrediente que necessitamos para sermos felizes, que é o amor, Essência Divina, bastando para isso que o deixemos fluir e crescer a cada dia, pelo nosso Criador, por nós mesmos e pelo nosso próximo!

(A.D.)

sexta-feira, 27 de julho de 2012


Lara Fabian - Je t'aime

Leilão de Sonhos

"Quem dá mais?

Quem dá mais

Por um sonho bonito,

Por um sorriso iluminado,

Por um coração apaixonado?

Quem dá mais

Por um amor infinito,

Por um peito rasgado,

Por um coração apressado?

Leiloa-se sonhos!!!

E longas noites de insônia,

Caminhadas sem fim

E dores de mim!...

Quem?!

Quem compraria uma lágrima quente

E um resto de gente?

Quem ousaria dar mais

Pelo brilho apagado

De uma estrela que se perdeu no mar?

Leiloa-se sonhos!

Tantos deles!

Uma esperança verde,

Um sol amarelo,

Um raio de lua

E um quê de vontade,

Uma alma nua

E pedaços de felicidade.

Quem ousaria?!"


Letícia Thompson

Diana Krall - I've Got You Under My Skin


COISAS DO AMOR...

Por que um coração escolhe o outro, nunca vou saber.
Há coisas para as quais não temos respostas, nem explicações, são mistérios da vida.
Às vezes o amor toma conta da gente sem pedir licença.
Chega devagarinho, muitas vezes disfarçado, invade e pronto: se instala!
E mesmo se dizemos não, ele fica lá, teimoso, emplacado.
E aí não tem jeito, precisamos conviver com ele, aceitá-lo.
Porque ele não desiste facilmente uma vez que decidiu enviar as flechas numa determinada direção.
Ele contraria nossas regras, às vezes mesmo nossos gostos, nos faz fazer coisas que antes julgávamos ridículas, nos deixa bobos e felizes.
Muda nossos hábitos, nos faz amar música lenta, sonhar acordados, e passar noites em claro, ou então nos acorda em plena madrugada e nos faz ver estrelas, gostar de lua e de poesia.
Ah! O amor nos faz perder o juízo!
Torna adolescentes em adultos e velhos em adolescentes: não existe nada além dele.
Se é surpresa para corações jovens, para os mais vividos é um presente dos céus, pois chegou na hora em que não se acreditava mais possível. A esse é dado mais valor, nem mesmo tem preço.
Ele nos faz andar sem ter os pés na terra, nós dá asas, nos transporta e muitas vezes nos fere.
Mas de ferida boa, dessas que a gente sofre mas conhece o remédio.
Ah! E esse remédio!...
Cura tudo, esquece tudo.
A raiva da manhã já não tem mais o mesmo sentido à noite.
O amor passa esponja como ninguém, só ele mesmo é que conta.
E esse amor que nos libera e nos deixa cativos é também a razão da nossa esperança, porque nos motiva, nos dá força e coragem, mesmo se às vezes parece nos deixar débeis e frágeis.
Mas ele é contraditório e, por isso mesmo, fascinante.
Com ele vivemos; sem ele, apenas passamos pela vida.
São assim as coisas do amor.

Letícia Thompson.

(HD) Video Oficial Me faça mais feliz - Marina Elali

quinta-feira, 19 de julho de 2012

"Finalmente, aconteceu o melhor: eu entreguei os pontos. Tem hora em que deixar-se vencer pelo cansaço é que é vitória. Não para ficarmos morando nele, pois quando cansaço passa a parecer casa já virou cilada. Deixar-se vencer pelo cansaço, às vezes, só para a coragem descansar um pouco, tomar ar, beber uma água, estirar as pernas. Outras, para desistirmos de tentar ignorar o pedido de escuta do nosso coração, que está cheio de coisas pra nos dizer, meio doído, meio assustado, meio aperreado, carente do olhar da gente. Querendo tempo. Querendo colo. Querendo abraço com os braços bons da ternura.

Por preguiça afetiva, pra não darmos confiança para alguns sentimentos, pra economizarmos lágrima, por medo de que desminta as mentiras que nos contamos por comodismo, a verdade é que muitas vezes desconversamos quando o nosso coração tenta puxar assunto. E, não é raro, desconversamos com a maior cara-de-pau do mundo. Desconversamos com os recursos mais costumeiros, com outros inéditos, alguns até bizarros. Para esse tipo de escuta, quando é a nossa vida que está na berlinda e não a alheia, bem mais do que coragem, há que se ter também muito amor.

Então, finalmente, aconteceu o melhor: eu entreguei os pontos. Cansei de resistir ao papo. Procurei um lugar confortável em mim, diminuí o volume dos ruídos todos do lado de fora, pausei os afazeres, sem mais nenhuma resistência e com toda honestidade amorosa de que era capaz. Disse pra ele: “Fala, meu querido.”

E ele falou tudo o que sentia e tudo o que sentia era legítimo. Choramos juntos sem economia de instante. Desapertou. Desapertamos. Respiramos mais macio. Criamos espaço, os dois. Combinamos deixar coisas pra trás e seguir em frente, mais leves. Combinamos que nem sabíamos direito como era isso de seguir em frente, mas que ali onde estávamos também não havia mais jeito de retorno. Combinamos que descobriríamos, juntos, ao caminhar."


ANA JÁCOMO


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