domingo, 16 de junho de 2013







FLUIR COM O AMOR...



Depois de tantas buscas... encontros e desencontros, aprendi mais um pouco a fluir com a vida, sem resistir tanto, nem tentar controlar tanto as coisas...
Se eu tivesse aprendido isso seria tudo... porque tudo que a Vida nos pede é para fluir com ela...

No início era assim... um fluxo contínuo.... um pulsar natural como o ritmo do coração que vibra o Amor Maior...

Um mar de energia borbulhante... de Plenitude...

Depois... nos esquecemos que podíamos confiar no Grande Mistério e que tudo nos chegava assim... naturalmente, momento a momento, na medida do necessário... nem mais... nem menos.

E aos poucos fomos aprendendo a querer controlar as coisas... guardando experiências... e isso já nos tirou do fluxo do eterno presente, pois... se tentamos repetir no presente o que deu certo no passado, já estamos vivendo de memórias... já estamos vivendo de passado e impedindo que o único tempo que existe nos ofereça sua riqueza infinita.

E assim fomos criando histórias e acreditando nelas... e repetindo infinitas vezes as mesmas coisas...

Nos acostumamos a acreditar que o poder estava fora de nós... Nos esquecemos do nosso maior poder que é a possibilidade da conexão direta com o Sagrado que habita silencioso no profundo de cada um...

Tínhamos tudo e não tínhamos nada... porque preferíamos acreditar no que vinha de fora do no que temos dentro... E assim... pouco a pouco fomos sendo controlados por muitas coisas... Coisas que nos faziam crer, dar total segurança... e por ilusão ou cegueira coletiva íamos seguindo... e seguindo... seguindo tudo que nos mandavam seguir... Menos o nosso coração... que em nenhum momento dessa longa história parou de pulsar nos chamando para o caminho...

Tum... Tum... Tum... Pulsar...
Alguns começaram a escutar esse chamado e a ter coragem de seguir esses caminhos, contra tudo e contra todos... outros e mais outros foram chegando... e mais e mais... até que um dia, começamos a fluir de novo com a Vida... por momentos raros... ou nem tanto... mas que já nos dão um gostinho do que é desfrutar daquilo que é nosso por direito Divino.

Fluir com a Vida momento a momento e receber o presente não requer esforço... mas requer Entrega... e Fé...

E é aí... nesse tempo maravilhoso de reconexão, que nos encontramos... um tempo único... um tempo mágico onde possibilidades se oferecem a quem tem coragem de experimentar... a quem acredita que merece todas as coisas boas...
É nesse tempo que estamos... um tempo de conflitos... de caos... de mudanças profundas... mas de riqueza infinita.
Será que vamos nos acomodar na posição de vítimas ou vamos nos abrir para aproveitar todas as oportunidades que esse tempo nos oferece... Será que vamos continuar como seguidores ou vamos nos arriscar a conhecer a nossa maior força...

Até hoje fomos muito guiados pelo medo...
Agora é hora fluir com o Amor...

Rubia A. Dantés


O ÚNICO RESPONSÁVEL

"A mente ordinária sempre lança a responsabilidade em outro alguém.

É sempre o outro que está lhe fazendo sofrer. Sua esposa está lhe causando sofrimento, seu marido está lhe fazendo sofrer, seus pais estão lhe fazendo sofrer, ou o destino, karma, Deus... Dê o nome que quiser!

As pessoas têm milhões de maneiras de se esquivar da responsabilidade.
Mas no momento que você diz que outra pessoa - X,Y,Z - está lhe causando sofrimento, assim você não pode fazer nada para mudar isso.

O que você pode fazer?

Afinal, como é que você pode ser feliz numa sociedade pobre?

E como você pode ser feliz numa sociedade que é dominada pelos capitalistas? Ou como você pode ser feliz com uma sociedade que não lhe permite liberdade?

Desculpas e mais desculpas - desculpas apenas evitam um insight que "Sou responsável por mim mesmo.
Ninguém mais é responsável por mim; O que quer que eu seja, sou minha própria criação". Esse é o significado do sutra.
Conduza toda a culpa para um. E esse um é você!

Uma vez que esse insight se estabelece:

Sou responsável por minha vida; por todo meu sofrimento, pela minha dor, por tudo que aconteceu comigo e está acontecendo a mim - Eu escolhi esse caminho; essas são as sementes que eu semeei e agora estou colhendo a safra; sou responsável - uma vez que esse insight se torna um entendimento natural em você, então tudo mais é simples.

Assim a vida começa a dar uma nova reviravolta. Começa a se mover numa nova dimensão. Porque uma vez que sei que sou responsável, também sei que posso abandonar isso a qualquer momento que decida fazê-lo. Ninguém pode me impedir de abandonar isso. Pode alguém lhe impedir abandonar sua miséria, de transformar sua miséria em felicidade? Ninguém. Mesmo que você esteja na prisão, acorrentado, preso, ninguém pode prender VOCÊ; sua alma ainda permanece livre.

É claro, você fica numa situação muito limitada, mas mesmo nessa situação limitada você pode derramar lágrimas de desamparo ou pode cantar uma canção...Atisha é realmente muito científico. Primeiro ele diz: Tome toda a responsabilidade sobre si mesmo.
Segundo, ele diz: Seja grato a todos. Agora que ninguém mais é responsável pela sua miséria exceto você - se a miséria é toda seu próprio fazer, então o que resta?

Seja agradecido com todos.

Porque todo mundo está criando um espaço para você ser transformado - mesmo aqueles que acham que estão lhe obstruindo, mesmo aqueles que você pensa que são seus inimigos.

Seus amigos, seus inimigos, boas e más pessoas, circunstâncias favoráveis, circunstâncias desfavoráveis - tudo isso junto está criando o contexto no qual você pode ser transformado e tornar-se um Buddha.

Seja agradecido a todos - àqueles que lhe ajudaram, àqueles que lhe obstruíram, àqueles que foram indiferentes. Seja grato a todos, porque todos juntos estão criando o contexto no qual Buddhas nascem, no qual você pode se tornar um Buddha."

Osho em Book of Wisdom

quinta-feira, 6 de junho de 2013



Eles Estão Vivos - Mensagem de Emmanuel


Mensagem muito linda de Emmanuel sobre a perda de entes
queridos.

Ainda quando não reconheças, de pronto, semelhante verdade, eles te vêem e te escutam!

Quanto possível, seguem-te os passos compartilhando-te problemas e aflições!

Compadece-te dos que te precederam na Grande Renovação!

Aqueles que viste partir de mãos desfalecentes nas tuas, doando-te os derradeiros pensamentos terrestres, através dos olhos fitos nos teus, não estão mortos.

Entraram em novas dimensões de existência, mas prosseguem de coração vinculado ao teu coração.

Assinalam-te o afeto e agradecem-te a lembrança, no entanto, quase sempre se escoram em tua fé, buscando em ti a força precisa para a restauração espiritual que demandam.

Muitos deles, ainda inadaptados à vida diferente que são compelidos a facear, pedem serenidade em tua coragem e apoio em teu amor...

Outros, muitos, jazem mergulhados na bruma da saudade, detidos na sede de reencontro, ante as requisições continuadas dos teus pensamentos de angústia.

Outros muitos seguem-te ainda...

Aqueles que se despediram de ti, depois de longa existência, abençoando-te a vida;

os que amaste, indicando-lhes o caminho para as esferas superiores;

os que levantaste para a luz da esperança e aqueles outros que socorreste um dia, com o ósculo da amizade e da beneficência...

Todos te agradecem, estendendo-te os braços no sentido de te auxiliar a transpor as estradas que ainda te cabem percorrer.

Auxilia aos entes queridos na Espiritualidade, a fim de que te possam auxiliar!

Se lhes recorda a presença e o carinho, preenche o vazio que te impuseram à alma, abraçando o trabalho que terão deixado por fazer.

Sê a voz que lhes reconforte os seres amados ainda na Terra, a força que lhes execute o serviço de paz e amor que não terminaram, a luz para aqueles que lhes lastimam a ausência em recantos de sombra, ou o amparo em favor daqueles que desejariam continuar te sustentando no mundo!

Compadece-te dos entes queridos que te antecederam na Grande Libertação!

Chora, porque a dor é fonte de energias renovadoras por dentro do coração, mas chora trabalhando e servindo, auxiliando e amando sempre!

E deixa que os corações amados, hoje no Mais Além, te enxuguem as lágrimas, inspirando-te acção e renovação, porque, no futuro, tê-los-ás a todos positivamente contigo nas alegrias do Novo Despertar.


Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier


Singela homenagem a minha Sogra Lidia e a minha Amiga Ana Paula...

LUZ E PAZ


Livro: “Caminho de Volta”

sexta-feira, 24 de maio de 2013


Amor Maduro

O amor maduro não é menor em intensidade. 
Ele é apenas silencioso. 
Não é menor em extensão. 
É mais definido, colorido e poetizado. 
Não carece de demonstrações: 
presenteia com a verdade do sentimento. 
Não precisa de presenças exigidas: 
amplia-se com as ausências significantes. 


O amor maduro tem e quer problemas, sim, como tudo. 
Mas vive dos problemas da felicidade. 
Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem e o prazer. 
Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro. 


Na felicidade está o encontro de peles, 
o ficar com o gosto da boca e do cheiro, 
está a compreensão antecipada, a adivinhação, 
o presente de valor interior, a emoção vivida em conjunto, 
os discursos silenciosos da percepção, o prazer de conviver, 
o equilíbrio de carne e de espírito. 


O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação 
com a parte salva de cada pessoa. 
Ele vive do que não morreu mesmo tendo ficado para depois. 
Vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, 
jardins abandonados, cheios de sementes.


Ele não pede... tem. Não reivindica... 
consegue. Não percebe... recebe. Não exige... dá.
Não pergunta... adivinha. Existe para fazer feliz. 


O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão. 
Basta-se com o todo do pouco. Não precisa e nem quer nada do muito. 
Está relacionado com a vida e sua completude, por isso é pleno em 
cada ninharia por ele transformada em paraíso. 


É feito de compreensão, música e mistério. 
É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança. 
É o sol de outono: nítido mas doce..., luminoso, sem ofuscar..., 
suave mas definido..., discreto mas certo. 

Um Sol que aquece até queimar. 


Artur da Távola

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